José de Alencar-literatura brasileira
Esses são alguns poetas da literatura brasileira
José de Alencar
José de Alencar (1829-1877) foi um romancista, dramaturgo, jornalista, advogado e político brasileiro. Ele é considerado um dos maiores representantes da corrente literária indianista e o principal romancista brasileiro da fase romântica. Entre suas obras mais conhecidas estão “Iracema” e “Senhora” 1. Vamos conhecer um pouco mais sobre sua vida e carreira?
Infância e Juventude: José Martiniano de Alencar Júnior nasceu no sítio Alagadiço Novo, Mecejana, Ceará, em 1º de maio de 1829. Seu pai, José Martiniano de Alencar, era senador do império, e sua mãe chamava-se Ana Josefina. Aos 10 anos, José de Alencar ingressou no Colégio de Instrução Elementar e, durante a noite, presenciava os encontros políticos de seu pai. Em sua casa, tramou-se a maioridade de Dom Pedro II, decretada em 1840. Com 14 anos, ele foi para São Paulo, onde concluiu o ensino secundário e ingressou na Faculdade de Direito do Largo de São Francisco. Foi lá que, ao ver o sucesso do livro “A Moreninha” de Joaquim Manuel de Macedo, resolveu que seria escritor de romances. Ele se entregou à leitura dos autores mais influentes da época, como Alexandre Dumas, Balzac e Lord Byron 1.
Advogado, Jornalista e Primeiro Romance: Em 1851, José de Alencar voltou para o Rio de Janeiro, onde exerceu a advocacia. Em 1854, ingressou no Correio Mercantil, na seção “Ao Correr da Pena”, onde comentava os acontecimentos sociais, as estreias de peças teatrais, os novos livros e as questões políticas. Em 1855, assumiu as funções de gerente e redator-chefe do “Diário do Rio”, onde publicou, em folhetim, seu primeiro romance, “Cinco Minutos”, em 1856. No dia 1º de janeiro de 1857, começou a publicar o romance “O Guarani”, também em forma de folhetim, que alcançou enorme sucesso e logo foi editado em livro 1.
Vida Política: Além de sua carreira literária, José de Alencar também teve uma atuação política significativa. Em 1860, com a morte de seu pai, ele se candidatou a deputado pelo Ceará pelo partido Conservador, sendo reeleito em quatro legislaturas. Durante uma visita à sua terra natal, ele se encantou com a lenda de “Iracema” e a transformou em livro 1.
José de Alencar deixou um legado importante na literatura brasileira, exaltando aspectos nacionais e a figura do índio como herói brasileiro em suas obras. Suas histórias continuam a encantar leitores até hoje! 📚🇧🇷23.
Carlos Drummond de Andrade (1902 – 1987): Integrante da segunda geração do modernismo, Drummond é considerado um dos mais importantes e influentes poetas do Brasil. Sua poesia aborda temas como amor, solidão e a realidade brasileira1
Abaixo uma de suas belas poesias.
No meio do caminho tinha uma pedra Tinha uma pedra no meio do caminho Tinha uma pedra No meio do caminho tinha uma pedra.
Nunca me esquecerei desse acontecimento Na vida de minhas retinas tão fatigadas. Nunca me esquecerei que no meio do caminho Tinha uma pedra Tinha uma pedra no meio do caminho No meio do caminho tinha uma pedra.
Esse poema é um exemplo da simplicidade e profundidade da poesia de Drummond. Ele nos faz refletir sobre os obstáculos que encontramos em nossa jornada e como lidamos com eles.
- “Soneto de Fidelidade”
Manuel Bandeira: Poeta modernista que explorou a simplicidade e a ironia em seus versos.
- “Vou-me Embora pra Pasárgada”
- “Bilhete”
- “Deixa-me seguir para o mar”
Alfândega
O que pude oferecer sem mácula foiHilda Hilst: Escritora multifacetada que também se destacou na poesia.
meu choro por beleza ou cansaço,
um dente exraizado,
o preconceito favorável a todas as formas
do barroco na música e o Rio de Janeiro
que visitei uma vez e me deixou suspensa.
‘Não serve’, disseram. E exigiram
a língua estrangeira que não aprendi,
o registro do meu diploma extraviado
no Ministério da Educação, mais taxa sobre vaidade
nas formas aparente, inusitada e capciosa — no que
estavam certos — porém dá-se que inusitados e capciosos
foram seus modos de detectar vaidades.
Todas as vezes que eu pedia desculpas diziam:
‘Faz-se de educado e humilde, por presunção’,
e oneravam os impostos, sendo que o navio partiu
enquanto nos confundíamos.
Quando agarrei meu dente e minha viagem ao Rio,
pronto a chorar de cansaço, consumaram:
‘Fica o bem de raiz pra pagar a fiança’.
Deixei meu dente.
Agora só tenho três reféns sem mácula.
Amavisse
Como se te perdesse, assim te quero.
Como se não te visse (favas douradas
Sob um amarelo) assim te apreendo brusco
Inamovível, e te respiro inteiroUm arco-íris de ar em águas profundas.
Como se tudo o mais me permitisses,
A mim me fotografo nuns portões de ferro
Ocres, altos, e eu mesma diluída e mínima
No dissoluto de toda despedida.Como se te perdesse nos trens, nas estações
Ou contornando um círculo de águas
Removente ave, assim te somo a mim:










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